KRAKÓW: Cracóvia ~ Krakrow : Parte 1! . 20-22.01

     Terminada a visita à mina de sal em Wieliczka, ao invés de voltar pra casa Marta seguiu comigo até Cracóvia. Segura por me deixar no enorme shopping ao lado das estações de ônibus e trem, ela voltou para Trzciana. Tentei sem sucesso o wi-fi do shopping, comprar cookies no Subway (onde a atendente não falava inglês e apenas me apontou a placa de wi-fi do shopping…) e um café, até de alguma forma conseguir conectar e falar com Joanna (lembram dela do final do relato sobre Varsóvia? 🙂 )

     Apesar de sua obrigação ser apenas ter feito minha entrevista, Joanna não só comprou minha passagem vindo da capital, como me orientou em vários momentos e deixou seu apartamento à disposição na Cracóvia. Bati perna um tempo (sempre há o que ver em shopping…) e nos encontramos no local onde ela me deixou com Beata na semana anterior. De lá cruzamos uma galeria, paramos em farmácia, papelaria e outras coisinhas, e desviamos o caminho pois Joanna queria me mostrar a praça principal (linda!!!), toda iluminada à noite. Em 10 minutos de caminhada, deu aquele medinho ao passarmos por baixo de um viaduto deserto, até perceber que o sentimento de insegurança tão conhecido no Brasil era desnecessário lá. Paramos num mercado, e jantamos conversando e bolando meu roteiro pro dia seguinte. Como o ap. não tem sala e é dividido com um amigo, após tomar banho capotei rapidamente no colchãozinho cheio de cobertas no chão do quarto dela!

     Sábado

     Joanna fofa acordou cedo a fim de estudar e preparar nosso café da manhã, bem servido para eu enfrentar o frio! Acompanhando o mapa traçado por ela, cheguei a Rynek Główny, a praça principal que é uma das maiores praças medievais da Europa, com aprox. 40.000 m2,, agora encantadora de dia. Não demorou pra ver que as ruas e arquitetura da Cracóvia também eram bem especiais…

     Saindo da enorme praça, a rua principal se chama Grodska, bem movimentada e com bastante oferta de passeios, lojas e restaurantes. Caminhar ela inteira leva você a outro 20170121_112237-1ponto muito visitado: Wawel Castle20170121_112351-1

 Ao se aproximar e procurar o castelo, logo dá pra notar a imensidão do espaço que ocupa e por que é tão procurado.

Além disso, as vistas ao subir a ladeira são… de se admirar!!!

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     Procurando a bilheteria, descobri um espaço fechado bom para se aquecer com cafeteria, banheiros, lojas e até posto de correio. Cinco visitas estavam sendo oferecidas e uma suspensa, então comecei pela principal: das Salas de Estado (State Rooms). Paguei o bilhete de estudante (pois já tinha outros planos para o dia seguinte) e o audioguia, e segui o mapa interno cruzando o portão da catedral, e cheguei a um enooorme pátio interno…

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     Sem tirar fotos, fui sendo guiada por grandes salas onde decisões eram tomadas e ordens eram dadas pelos reis, com tetos em pinturas renascentistas, muitos tapetes e móveis lindos. Uma da salas mais memoráveis, The Envoy’s Room, apresenta o trono do Rei, que ali observava as sessões entre os representantes, como da Câmara dos Deputados. Acima dele, o teto contém 30 rostos humanos diferente, esculpidos em madeira e emoldurados. Criados em 1540, esses foram os preservados, pois no século XIX outros 164 foram perdidos. Na mesma sala, uma grande tapeçaria também chama a atenção, chamada “Deus falando com Noé”. São muitos quadros na visita, contando a história passada lá após um grande incêndio em 1595. A Capela e o Hall dos Senadores também merecem ainda mais atenção, são decoradíssimos!

     Por questões logísticas, mudei de planos e resolvi aproveitar que estava lá e que a visita aos apartamentos privados do castelo ocorreria em breve. O guia em inglês é previsto no valor do ingresso, e acompanha explicando todo o percurso, com menos turistas que o anterior. Cobertos de pinturas italiana, com tetos e paredes originais do 20170121_144345-1século XV, a residência era utilizada pela nobreza, e também por convidados e empregados, além de ter se tornado a base da Presidência entre as grandes guerras mundiais.

     Com a cabeça cheia de tantas informações novas, fui então à Catedral também chamada Wawel logo ao lado, e também é linda… Assim como sua frente apresenta diferentes estilos, no interior há diversas capelas, cada uma com um patrono e decoração diferentes, dedicadas a reis ou outras personalidades. No subsolo, 4 tumbas podem ser visitadas, entre elas a do celebrado autor polonês Adam Mickiewicz, e a de Chopin, a primeira e mais modesta (como mencionei no post sobre Varsóvia!).

Os arredores do castelo e da catedral são bem agradáveis 20170121_120200.1.jpgde andar, e todo o complexo vale um dia de visita… Por ora, reparei que a decoração de natal ainda sobrevivia!

    Para caminhar de volta, nem vale a pena pegar uma escada de atalho, mas seguir adiante e ver a paisagem de outro ângulo…

Contemplando, voltei à rua Grodzka, à praça principal, atravessei abaixo do viaduto sem medo, passei no mercado, e consegui não me perder até chegar ao apartamento. Jantinha de mais comida polonesa de mercado, e Joanna me levou para tomar chocolate quente com licor de cereja – bem popular entre os estudantes, como uma alternativa deliciosa para escapar do frio e ficar alegrinho! Super forte, a bebida me aqueceu lindamente e de lá encontramos sua amiga da véspera para ir a um dos mais tradicionais cinema da cidade, Kino Ars, assistir a um dos últimos filmes norte-americanos indicados ao Oscar. Mesmo tarde, fomos andando para casa no frio! 20170121_112912-1

DOMINGO

   20170122_100701-1  O dia começou com um tiquinho de ressaca, mas nada que um dos remedinhos que você conhece não cure (dica: carregue-os)! Com mais um café da manhã reforçado, consegui chegar a pé e a tempo em um ponto desta vez ao norte da praça principal pra uma das free Walking Tours. O monumento Barbikan foi construído no século XV como um forte para observação de invasores e passou a ser a principal entrada da cidade na época. A fachada tem elementos góticos e há um museu no interior, que só funciona entre abril e outubro, quando diversos eventos ao ar livre também ocorrem ao redor da construção.

     Em um grupo de cerca de 25 pessoas, percorremos outra20170122_101651-1 grande rua de comércio e restaurantes, Florianska,  e outras próximas a ela, aprendendo, por ex., que os animais e demais ornamentos nas entradas serviam para identificar a morada na época medieval, quando  as casas não tinham números… Os moradores gostavam tanto das decorações que até hoje as gerações atuais se localizam por elas. 

     Como não podia deixar de ser, a caminhada nos levou à praça principal, e o guia nos contou sobre a grande Basílica St. Mary’s, construída no início do século XII, e o Cloth Hall, antigamente espaço internacional de troca mercadoria (como o sal de Wieliczka!) e hoje listado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

     Para fugir do frio, é normal essas visitas terem parada(s) em locais fechados, ou como deste vez no hall interno da mais antiga universidade polonesa, Uniwersytet Jagielloński. Sua fundação data de 1364, e foi onde Copernicus estudou!

     Lembrando que o País é bem católico, ficamos sabendo mais sobre algumas igrejas, umas mais preservadas outras nem tanto…

     Incluindo a catedral antiga que tanto chama a atenção!

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Different styles in one same Cathedral!

      Um detalhe que eu não perceberia sozinha é que há grandes ossos pendurados em uma das entradas, segundo dizem, do dragão que viveu na cidade (contarei mais à frente!)… Terminada a tour, voltei o caminho da véspera, ainda feliz da vida com tudo que uma cidade tão distante de nós e que nunca pensei vir tão cedo tinha para me mostrar..!

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Rynek Glowny!

     Na Praça principal, encontrei Greg (aquele que foi me buscar no aeroporto e virou amigo em Varsóvia! Estava lá especialmente para um show bem aguardado20170122_130455-1 do Greenday), e outro amigo do mesmo amigo em comum, Piotr (versão polonesa de Pedro). Os dois me levaram a um restaurante escondido no subsolo de uma biblioteca, com toda decoração bem tradicional e cara de casa da vovó, e me ajudaram a escolher um prato que mesmo sendo gigante (servido na madeira!), era tão saboroso que até eu que como pouco acabei – como aconteceria diversas vezes nesse País de culinária que deixou minhas calças bem apertadas…

     Após conversar como se os conhecesse há tempos, fomos deixar Greg próximo da estação para voltar a Varsóvia, e Piotr me mostrou mais da região central, a exemplo de outros espaços como o Centro de Informação ao Turista (com vários panfletos e agendas de eventos culturais) e um grande teatro, Teatr Juliusza Słowackiego.

     De novo na praça principal, ele também me mostrou como entrar de cabeça na escultura moderninha de bronze do outro lado do mercado antigo! Feita por um estudante  de Tadeusz Kantor na Kraków School of Art, a ideia inicial era colocá-la em frente a um grande shopping center, mas o artista não aceitava tê-la junto a um prédio tão comercial. Dá para entender por que houve certa polêmica sobre o que se fazer com ela..!

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     Próximo à cabeça, outro teatro mal chama a atenção, mas percebe-se ali que há programação quase diariamente para os amantes das artes cênicas. Cracóvia é  conhecida por ter uma cena teatral bem forte, mas infelizmente meus horários não bateriam com nenhuma apresentação… Mais um motivo para voltar!

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    Me despedi de Piotr sabendo que seria mais fácil revê-lo do que encontrar Greg novamente, e segui rumo à Galeria Krakrowska para encontrar Marta mais uma vez, pois ao levar a filha de volta para os estudos na cidade, eu tinha uma ótima carona de volta a Trzciana!

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ALGUNS COMENTÁRIOS E CURIOSIDADES:

  1. Toda com carinha medieval na arquitetura, os traços dos séculos passados também são vistos nas inúmeras carruagens que atravessam a rua principal com bastante frequência, sendo a sensação dos turistas e dando um ar todo especial á paisagem!
  2. Devido à posição geográfica e ao fato de muitas pessoas queimaram não só lenha mas qualquer outra coisa nas lareiras das casas, os níveis de poluição da Cracóvia são preocupantes, a ponto de algumas pessoas usarem máscaras no dia a dia. Uma fugida ao interior ou a Wieliczka, por exemplo, são alternativas para melhorar o sistema respiratório dos habitantes.
  3. A maioria das visitas no Wawel Castle é gratuita domingo, mas a dica é pegar o ingresso entre 10 e 12hs, pois se esgotam rápido. Também vale a pena reservar algumas horas para o castelo a fim de aproveitar o audioguia, que por um preço único (12Zl quando fui) narra todas as visitas.
  4. No Kino Ars, são exibidos também filmes poloneses. As salas não lembram de cinemas de shopping, mas salas de conferência, o que torna o ambiente mais peculiar. Só dá preguicinha de, no inverno, tirar toda a casacada (e luvas e touca e cachecol) para assistir ao filme e botar tudo de volta com as pessoas querendo sair..!
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