WARSZAWA: Varsóvia ~ Warsaw . 12-15.01.2017


DIA 1 ~ DAY 1

     Como mencionei, uma das primeiras coisas que corri pra fazer ao confirmar a viagem foi contactar amigos que poderiam ter amigos por lá, pois nada melhor do que encontrar pessoas legais. Eternamente grata a quem procurei, foi assim que o choque cultural e a dificuldade de me locomover sem entender o idioma mal foram sentidos, pois ao desembarcar e usar o wi-fi do Warsaw Chopin Airport logo confirmei que Grzegorz (só consigo pronunciar Greg), uma dessas pessoas queridas, já me esperava no aeroporto. Cheguei no começo da tarde de quinta-feira 12/1/2017, e teria até o domingo para conhecer a capital. Trem pro albergue no centro (fiquei bem no Oki Doki Hostel, em quarto de 8 camas e 6 caras), parada pra trocar dinheiro (Veja Informações Práticas) e pausa pra reforçar o traje (passei de 25 para -5 graus). Apresentando a cidade, o já novo amigo me deixou no Muzeum Fryderyk Chopina, dedicado à vida do músico que ainda menino fez sucesso na Europa, mas faleceu jovem, pobre e esquecido (seu túmulo está na catedral da Cracóvia, mas pra ser sincera voltei ao ver que passei direto, de tão simples). Com toda sua história, partituras e gravações, vale a visita. Bem próximo, a loja dedicada a ele ao lado de um bom café foi um ótimo ponto de reencontro. 

*Please see the photos’ captions for english! 😉

     Fomos jantar na rede de restaurantes Zapiecek, com comida, trajes e louças típicos. Para começar, é claro, pratos de pierogis, o “pastelzinho” polonês com diferentes recheios. Para beber, uma espécie de compota bem quente, feita com frutas em água fervente, bem comum em casas e restaurantes. Ao voltar, passeamos pela Swietokizyska, uma das principais ruas do centro, com acessos para o metrô. Na Polônia, a decoração do Natal (é claro, eu não sabia) fica oficialmente até 2 de fevereiro!

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DIA 2 ~ DAY 2

     Tentei acordar cedo para chegar a tempo da Free Walking Tour (Veja Informações Práticas), mas o jetlag falou mais alto, bem como as pausas para ver o caminho…  

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     Ao chegar a pé no ponto de encontro, Aygmunt’s Column bem na frente do Palácio Real, nem sinal do grupo. Descobri então o caminho até o POLIN – Museum of Polish Jews, já eleito entre os melhores da Europa. Com oito galerias bem interessantes, o enorme museu conta a história de 1000 anos dos judeus na Polônia, abordando entre outros aspectos a época medieval, sinagogas, cultura,  guetos e tragédia em guerras, até os dias de hoje.

     Caminhei de volta para Old Town passando pelo Krasiński’s Garden, todo branquinho de neve. Me perdi pelas ruas da velha cidade: 90% do território foi destruído após 2a guerra mundial, fazendo desta a “Cidade Velha” mais nova do mundo, toda reconstruída. Cheguei a uma pista de patinação ao ar livre e ao Adam Mickiewicz Museum of Literature. Apesar de não achar quem falasse inglês nele e não ter entendido a maior parte das legendas em polonês, algumas imagens ficaram, como:

     Ao sair e caminhar de volta rumo ao Old Town, fui convidada a almoçar por um simpático personagem. Nem imaginei que ao abrir a porta entraria em um restaurante inteiramente branco, todo decorado por desenhos:

     Buscando o Palácio Real novamente, caminhei pela famosa avenida Krakowskie Przedmiéscie, antiga via real. Hoje cheia de lojas e ainda toda decorada para o natal, era meu caminho para casa!

     À noite, foi a vez de encontrar as melhores amigas da amiga de um amigo (!) e cruzar a mesma avenida, que muda de nome para Nowy Świat, em direção à parte central menos turística da cidade. Passamos pela imensa palmeira artificial criada por um artista plástico inspirado por Israel e fui levada a um bar novo e já freqüentado pelos melhores jornalistas da cidade: BARdzo Bardzo.

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     Como as leis de vigilância sanitária são rígidas, alguns estabelecimentos como esse não servem comida, mas em relação a bebidas… A Wódka Zoladkowa Gorzka, um tipo de vodka com mel, é uma delícia, e depois de boas conversas com Aneta, Sylwia e Gosia, além de outras pessoas simpáticas, já estava na pista de dança (eu não danço!), com um novo copo de algo com laranja. Para fumar, é preciso pegar casaco e sair, mas a festa vai madrugada a dentro no bar e logo fui vendo que os poloneses são mais simpáticos do que imaginei… Me deixaram de uber, fugindo da caminhada no frio das ruas!


DIA 3 ~ DAY 3

     Sábado! Consegui acordar a tempo de passar numa padaria italiana pra comprar doces e café, encontrando o grupo da Free Walking Tour na hora certa. Com muita gente para o passeio em inglês, fomos divididos em dois grupos – eu era a única das Américas. Logo um inglês veio falar sobre o Brasil e conversamos sobre seu intercâmbio com a USP. Como outras pessoas que conheci, o interesse pelo Brasil, esse país tão exótico por aqui, é bem curioso. 

     Voltei ao restaurante Zapciek (tem vários) para experimentar Bigos, outro prato típico – uma espécie de repolho  com lingüiças bem temperado, ~quer seria o prato dos caçadores, acompanhado de novo pela compota.

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     Encontrei Greg para ir patinar no gelo, pela primeira vez em um estádio nacional! Durante o inverno, o campo se transforma em duas  pistas bem grandes, divididas por uma praça de alimentação onde depois comeríamos. Patinei decentemente e só caí quando, ao resolvermos cruzar a pista para tirar foto na árvore, fui atropelada por um desgovernado, que me jogou no chão e caiu por cima. Greg me carregou pra um espa;o de pausa, senti o joelho, mas logo voltamos.

     Na saída, Greg me levou ao encontro de uma das amigas da véspera, para uma apresentação de folk do grupo Tęgie Chłopy (vídeo deles aqui). Cada região da cidade tem um centro cultural próprio, com atividades freqüentes  – fomos ao Sala Widowiskowa Ośrodka Kultury Ochoty. A apresentação, com vários instrumentos e ora cantada, foi bem animada, com parte da platéia sentada mas muita gente dançando à frente do palco nas mais diversas formas, a maioria em duplas. Mal entrei, atrasada, um senhor me chamou para dançar. Querendo muito ver e ciente de minhas inabilidades para dança, recusei com sorrisos e sentei para procurar Aneta. Logo a moça atrás de mim me convidou para dançar. No que tentei recusar, a comunicação truncou de tal modo que meus sorrisos amarelos ficaram alaranjados. Os gestos de “Eu vou pisar no seu pé!” foram entendidos, pela resposta dela, como se eu não quisesse dançar com ELA, quando na verdade o problema era eu mesmo…20170114_195308

     Encontrei a nova amiga, ela sim dançarina nata, e fiquei vendo o pessoal animado, de 5 a 85 anos. Outro senhor me chamou para dançar, e a única coisa que entendi de tudo o que ele falou foram as reações de “Como assim, brasileira e não quer dançar?!”. Aneta dançou com ele, com um grupo de mulheres, sozinha, e no bis da banda não resisti e deixei meu corpo se mexer aos ritmos tão diferentes do que conheço.

     Fomos de lá para uma boate, mas sem pique seguimos para um bar alternativo chamado Plan B, perto da Plac Zbawiciela, e de lá pra um lugar bastante inspirador:  Bar StudioAo lado do Palácio de Cultura e Ciência, que tem alguns teatros, lá pude comer e beber.

Já havia DJ tocando quando chegamos no fim da noite, e mais tarde quando os primeiros puxam, o local é de boas festas. Ou seja: é programa comum os jovens irem ao teatro, e de lá pra balada, logo ao lado! Cansada, não demorei muito, mas Aneta voltaria lá pra encontrar amigos e dançar mais.


DIA 4 ~ DAY 4

     No domingo, tinha apenas a manhã antes de viajar de novo, então o programa era curto: visitaria o Palácio Real, andando novamente pela Old Town. Mas com mais uma nova amizade resultante da sexta à noite, ganhei a companhia de Dominik, que me encontrou no Palácio de Cultura e Ciência logo de manhã para turistar. Subimos ao 30º andar para ver a cidade toda, fiquei sabendo que lá também tem museus e outras atividades como aulas e rádio, além de um ótimo café.  

     Refiz meus planos e fomos de táxi para um lugar incrível, que me arrependeria de não ter ido: Łazienki Park. Residência de verão do último rei, o palácio sobre as águas é lindíssimo também no inverno!

     De novo com inesperada ajuda masculina com mala e transportes, fui acompanhada até a plataforma do trem para encontrar a estudante da AIESEC Krakow que me entrevistou por skype e seguiria comigo para a segunda maior cidade do país!

 

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Tchau, Varsóvia! ~ Bye, Warsaw!

~ ~ ~ ~ ~

Alguns comentários e curiosidades:
  1. Escurece cedo no inverno: por volta das 16hs! No Verão, o sol chega a se pôr às 22hs!
  2. Varsóvia era território russo, e foi a capital com mais judeus no século XVII.
  3. A Polônia era um pólo da cinematografia judia, e os filmes judeus mais populares eram melodramas. As plateias também amavam o teatro judeu.
  4. A cidade é séria, mas os amigos de amigos foram muitíssimo legais comigo!
  5. A música do jovem Chopin é tão complicada que hoje não são os poloneses que as tocam melhor (são muito sentimentais!), mas os russos e alguns asiáticos!
  6. Como disse o guia; por toda a Polônia, há sempre uma igreja católica entre a casa e o prazer..!

 

Entre o que gostaria, mas não tive tempo de fazer: ~ What I wanted to do but didn´t have time to:

 

Links úteis ~ FYI:

 

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